CORONAVIRUS e a indústria da Carne
CORONAVIRUS e a indústria da Carne

Uma das maiores empresas do ramo de carnes do Brasil a Minerva Foods anunciou a suspensão das operações de abate, nesta terça-feira (17) em quatro plantas frigoríficas no Brasil como parte dos esforços preventivos à transmissão do coronavírus e também por problemas logísticos relacionados à doença.

As unidades afetadas são Janaúba (MG), José Bonifácio (SP), Mirassol D´Oeste (MT) e Paranatinga (MT), nelas serão concedidas férias coletivas que podem variar de dez a quinze dias. Também como medida profilática os funcionários das áreas administrativas, dos escritórios da Minerva em São Paulo (SP) e Barretos (SP), passaram a trabalhar em regime remoto como medida preventiva.

Outro gigante do segmento, a JBS afirmou considerar a possibilidade de conceder férias coletivas em algumas plantas de processamento de bovinos no Brasil, enquanto acompanha os desdobramentos do coronavírus.

Em comunicado a Minerva Foods diz que: "A decisão também está alinhada à piora dos cenários doméstico e global, que inclui queda da demanda no segmento de 'food service' e limitações logísticas em diversas partes do mundo", acrescentando que "Adotaremos medidas comerciais para apoiar nossos clientes do segmento de 'food service' e seguiremos colaborando com nossos operadores logísticos, sem colocar em risco as medidas aplicadas para evitar a disseminação do vírus".

Embora a JBS adote ainda um tom de cautela em seu comunicado: “A JBS vem monitorando os reflexos do mercado em relação ao covid-19 e avalia a implantação de férias coletivas exclusivamente em algumas das suas unidades de processamento de bovinos no Brasil”; matéria do jornal Valor Econômico afirma que a empresa pretende dar férias coletivas em cinco abatedouros de bovinos.

Já a BRF (detentora de marcas Sadia e Perdigão) informou, ainda no final da semana passada (12) que havia instalado um Comitê Permanente de Acompanhamento do Coronavírus, formado por executivos e especialistas na área de infectologia, e que até o momento continuava operando normalmente.

Além do piora do cenário nacional e internacional quanto às projeções de crescimento econômico, diminuindo a demanda por produtos, dois aspectos são relacionados às paralisações das unidades industriais: as dificuldades com a logística, especialmente referente a ausência de containers (retidos nos países de destino, principalmente China) e o impacto direto da pandemia no setor de restaurantes em função do isolamento social adotado pela maioria dos países incluindo o Brasil.

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