Números positivos mesmo com a COVID19
Números positivos mesmo com a COVID19

Em meio a pandemia da COVID19 o agronegócio brasileiro, mais uma vez mostra sua força e garante números muito positivos para a economia brasileira. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020, atualizado com base nas informações de abril, deve atingir R$ 697 bilhões, alta de 8,6% em relação a 2019. De acordo com a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, são os maiores valores obtidos nestes últimos 31 anos, sendo que o valor das lavouras cresceu 10,4% e gerou R$ 462 bilhões e a pecuária avançou 5,4%, para R$ 234,9 bilhões.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgados semana passada mostram condições favoráveis para o Brasil em carnes e grãos. Para a soja, milho, carnes de frango e de suíno, as exportações mostram-se em níveis superiores aos dos últimos cinco anos.

No mesmo sentido, as exportações do agronegócio brasileiro atingiram em abril valor recorde para o mês (US$ 10,22 bilhões), ultrapassando pela primeira vez a barreira de US$ 10 bilhões, superando em 25% abril de 2019 e o recorde anterior das vendas externas para os meses de abril que era de 2013 (US$ 9,65 bilhões).

O recorde foi obtido em função, principalmente, do incremento dos embarques da soja em grão que cresceram 73,4%, com 16,3 milhões de toneladas, sendo a China o principal mercado importador do produto brasileiro, com a compra de 11,79 milhões de toneladas ou 72,3% da quantidade total exportada. Entre as carnes, a carne bovina foi o principal produto no quadrimestre, sendo responsável por 45,3% do valor exportado. As vendas de carne bovina in natura registraram recorde histórico para o quadrimestre em valor (US$ 2,13 bilhões) e quantidade (469,76 mil toneladas). A China representou quase metade das exportações brasileiras do produto no período (49,6%), sendo o mercado que mais contribuiu para o crescimento de 26,5% em relação a 2019. Essa elevação das exportações do agronegócio aliada à redução da demanda pelos demais produtos da balança comercial (-27,1%) ajudou a aumentar a participação dos produtos agropecuários no total exportado pelo Brasil. A participação do agronegócio nas exportações brasileiras no mês estudado atingiu o patamar recorde de 55,8%.

Mas se os números do valor de produção e exportações se mostram positivos, a COVID19 se espalha pelos municípios do interior do Brasil, e com isso as plantas frigoríficas que mantem a produção em função da condição de atividade essencial devido a necessária segurança alimentar, começam a sofrer com a confirmação de diagnóstico em funcionários e colaboradores.

As empresas frigoríficas vem adotando uma série de medidas para mitigar o ingresso e disseminação da COVID19 no ambiente industrial, e no mesmo sentido o Governo Federal divulgou o “MANUAL DE ORIENTAÇÕES GERAIS PARA FRIGORÍFICOS EM RAZÃO DA PANDEMIA DA COVID-19”. O documento traz orientações elaboradas pelos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Economia e Saúde para evitar contágio do vírus nos estabelecimentos. As orientações abordam como prevenir o contágio do vírus nos ambientes de trabalho e, assim, manter a normalidade do abastecimento alimentar, a manutenção dos empregos e da atividade econômica.

O documento traz mais de 70 medidas divididas em: caráter geral, práticas de boa higiene e conduta, cuidados nas refeições e no vestiário, sobre as comissões internas de prevenção de acidentes, transporte de trabalhadores fornecido pelo empregador, máscaras de proteção facial, trabalhadores pertencentes ao grupo de risco, dentre outras.

 

 

 

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